Esse é o canal do Coletivo de Pesquisas Quilombo da UFRJ (antigo CPDEL) coordenado pelo Prof. Wallace de Moraes. A formação dos quilombos como resistência ao colonialismo é a nossa principal referência, por isso, a mudança de nome do nosso canal. Objetivamos divulgar um saber antirracista (seja ele contra-colonial, decolonial, anticolonial e/ou libertário) que valorize as histórias de lutas por liberdade e igualdade dos povos negros e pindorâmicos (colonialmente, denominados indígenas). Dessa forma, procuraremos amparar corpos tidos como os "outros" pelos colonizadores e seus descendentes. Nossas aulas apresentam uma crítica profunda dos pilares do Colonialismo e suas colonialidades, apontando como esses pilares estão baseados no racismo, na estadolatria, no igrejismo, no capitalismo e no patriarcado bege (colonialmente, lidos como brancos). Por fim, três princípios fundamentais guiarão nossas análises: liberdade, igualdade e amor.
QUILOMBO DA UFRJ
4 hours ago | [YT] | 0
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QUILOMBO DA UFRJ
Fizemos Lula vencer, mas ele tem minoria no Congresso. Na prática, já começou um 'terceiro turno'. O que o governo deve fazer? Vote e comente!
4 hours ago | [YT] | 0
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QUILOMBO DA UFRJ
A melhor aula sobre letramento racial! Super recomendo!!
1 month ago | [YT] | 0
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QUILOMBO DA UFRJ
1 year ago | [YT] | 4
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QUILOMBO DA UFRJ
3 years ago | [YT] | 10
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QUILOMBO DA UFRJ
Nesse ano, os protestos de 2013 fazem 10 anos. Sabemos que ele teve uma enorme importância para a história recente brasileira e ao mesmo tempo há uma grande controvérsia sobre os seus significados. Há na verdade uma disputa de narrativas. Nós temos um livro com mais de 500 páginas sobre o assunto baseada em ampla pesquisa. Gostaríamos de saber se interessa aos nossos seguidores que façamos uma live sobre o assunto e apresente nossa interpretação a partir de um eixo decolonial, libertário e quilombola.
3 years ago | [YT] | 15
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QUILOMBO DA UFRJ
Queridos seguidores do CPDEL/UFRJ!
Chegamos aos 6 mil inscritos!!!!!! ✊🏽✊🏽🔥🔥🔥🔥🖤🖤🖤🤍🩶💜💙🧡❤️🤎🤎🥰🥰🔥🤎💥
Queremos agradecer a todes que acreditam no nosso trabalho. Muitíssimo obrigado! Esse apoio nos dá força para continuar a nossa luta contra o racismo e todas as formas de discriminações. É um orgulho saber que tem tanta gente interessada em um saber decolonial, libertário e quilombola. Seguimos juntes!!!✊🏽✊🏽✊🏽✊🏽🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥
3 years ago | [YT] | 26
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QUILOMBO DA UFRJ
Estamos preparando um curso de extensão que resgate a importância do papel dos quilombos na história brasileira. Assim, vamos propor um perspectiva teórica baseada nas ações dos quilombos no Brasil. O Nome do curso é: "Por uma filosofia dos Quilombos". O curso será totalmente online pelo nosso canal aqui no youtube. O curso começará dia 12 de maio e será totalmente gratuito. Serão 5 encontros sempre às sextas às 18:00h. O curso será voltado preferencialmente para professores dos ensinos fundamental e médio. Segue o link para inscrição: forms.gle/8cDDr4rZjdbTAq2X6
Você acha importante um curso que retome o papel histórico dos quilombos no Brasil e crie uma teoria própria a partir das suas experiências?
3 years ago | [YT] | 21
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QUILOMBO DA UFRJ
Pela primeira vez na história tivemos uma candidatura 100% negra concorrendo nas eleições para a reitoria da UFRJ. Ela venceu junto aos estudantes, mas perdeu de larga margem com relação aos docentes e por pouca margem no segmento dos técnicos-administrativos. Você acredita que um dia um reitor ou reitora negro(a) será eleito na UFRJ?
3 years ago | [YT] | 10
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QUILOMBO DA UFRJ
POR MERA COINCIDÊNCIA? Hitler, Trump, Bolsonaro e a Necrofilia Colonialista Outrocida
(artigo publicado no Le monde Diplomatique Brasil em 8 de fevereiro de 2023)
Wallace de Moraes
No dia 8 de novembro de 1923, Adolf Hitler, líder do partido nazista, iniciou suas aventuras golpistas buscando tomar o governo da Baviera (maior estado alemão), partindo da sua capital, Munique. Seu objetivo era dominar a Alemanha inteira e destruir a República de Weimar (Hobsbawm, 1995; De Grand, 2005; Rosa, 2020). Para tanto, utilizou os seus grupos paramilitares, que migraram de todo o país para a conspiração; mas, momentos antes, uma parte do exército e das forças policiais, que o apoiava, o abandonou. Mesmo assim, deram continuidade ao golpe, acreditando que suas ações convenceriam as Forças Armadas, ou pelo menos parte delas, a apoiar o motim. Não deu certo. Como resultado, vários militantes nazistas foram presos, como o próprio Hitler, e outros mortos. Os governantes da República de Weimar, tidos pela historiografia como conciliadores demais, não hesitaram sobre a prisão de Hitler e de outros líderes nazistas. Essa atitude atrasou a tomada do poder pelo Führer em 10 anos. Hitler foi condenado a 5 anos de prisão. Todavia, as normas jurídicas da Alemanha permitiram que ele saísse com 9 meses do cárcere e voltasse a sua conspiração.
Justamente, dez anos depois, em 1933, o início da ditadura de Hitler foi precedido pela queima do Reichstag (prédio do Parlamento alemão). Os nazistas atribuíram o incêndio a um militante socialista holandês, Marinus van der Lubbe, e o executaram logo em seguida para não restar dúvidas, nem provas do contrário. Todavia, anos depois da queda do regime, uma testemunha nazista, em seu depoimento, disse que recebeu ordens para retirar o socialista holandês de uma enfermaria e enviá-lo para o Parlamento na noite do incêndio. Quando lá chegaram, o prédio já estava pegando fogo. A condenação do suposto autor da queima do Parlamento alemão foi, portanto, baseada em uma fake News, plantada justamente para que Hitler suspendesse a constituição de Weimar e instaurasse os campos de concentrações para os comunistas, socialistas, social-democratas e judeus, sob o argumento de defender a ordem e combater o mal. Assim, o “mito” alemão aniquilou fisicamente os seus principais opositores e insanamente impôs o seu racismo.
Já os seguidores de Donald Trump, nos EUA, não aceitaram o resultado das eleições e, no dia 06 de janeiro de 2021, resolveram invadir o Capitólio e impedir a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden, presidente eleito pelo voto. Houve enfrentamento com a polícia e tentativa de destruição do congresso americano. Hoje, mais de 900 pessoas estão presas e/ou respondendo a processos em função deste acontecimento.
Por mera coincidência, aqui, no Brasil, no dia 8 de janeiro de 2023 – exatamente quando se completa 100 anos da primeira tentativa de golpe de Hitler; 90 anos da queima do Parlamento alemão; e quase exatos 2 anos da invasão do Capitólio – milhares de seguidores de Bolsonaro fizeram a história se repetir como tragédia: ocuparam e destruíram o Palácio do Planalto, os prédios da Suprema Corte e do Congresso Nacional. Curiosamente, foi a tomada das sedes dos três poderes de um país mais fácil da História da humanidade e sem o uso de nenhum equipamento de guerra, nem armas. Para dar substratos imaginativos de roteiro de novela, o cenário do golpe aconteceu, exatamente, no mesmo lugar onde, uma semana antes, o presidente eleito, Lula da Silva, tinha tomado posse com festa e presença de milhares de populares e de governantes do mundo todo.
Tal como os nazistas fizeram na Alemanha, por mera coincidência, os bolsonaristas alegaram que os responsáveis pela destruição do “Reichstag” brasileiro foram petistas infiltrados. Como de práxis, existem até fotos circulando pela internet para justificar suas teses. O mesmo aconteceu com o caso de Marielle Franco: várias mensagens e fotos diziam que ela teria sido assassinada em função da guerra entre traficantes do Rio de Janeiro, pois ela pertenceria a uma facção, era mulher de chefe do tráfico etc. Até hoje, muitos bolsonaristas acreditam nessa versão, como muitos nazistas acreditaram nas bondades do regime e que o parlamento foi queimado por um socialista.
Refletindo sobre o nazismo, Castoriadis (1985) disse o seguinte: “uma vez no poder, o nazismo não tem nada para construir; ele se alimenta do corpo social existente e organizado e, ao mesmo tempo, começa a destruí-lo.” Por mera coincidência, os movimentos golpistas no Brasil, na Alemanha e nos EUA não tinham uma pauta de reivindicações baseadas em direitos, fossem eles políticos, civis ou sociais. Não reivindicavam aumentos salariais, nem diminuição da jornada de trabalho. Não reivindicavam empregos, nem transportes públicos. Não criticavam a inflação, nem a carestia. Não censuravam o racismo, o patriarcado, as discriminações sociais. Nada disso. Eram movidos apenas pelo medo de um suposto marxismo (na Alemanha), petismo (no Brasil), Liberalismo (nos EUA) e óbvio, em comum, tinham pesadelos diários com o fantasma do comunismo, uma assombração equivalente ao demônio para o cristianismo. ...
CONTINUE A LEITURA EM:
www.academia.edu/96618306/POR_MERA_COINCID%C3%8ANC…
diplomatique.org.br/hitler-trump-bolsonaro-e-a-nec…
3 years ago | [YT] | 12
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