Psychologist | Postgraduate student specializing in Child and Adolescent Psychoanalysis.

Immigration-focused practice – I work with those who had to leave Brazil and now need emotional support in their native language – 🇧🇷🇪🇸

I share reflections on immigration, relationships, work, family, a sense of belonging, and mental health.

Here in Japan, I worked in factories and lived through many of the experiences that shape the reality of most *dekasseguis* (migrant workers) and their spouses.
This lived experience has broadened my clinical listening skills and deepened my understanding of the human issues inherent in the migration experience.

This channel is a space to reflect on the challenges, choices, and transformations that come with living between cultures.

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@terapianojapão

This is my channel, and the goal is for it to be a welcoming space.
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Terapia no Japão

Supressão é adiar.

Não adiar por medo. Adiar por escolha.
A pessoa vê o que incomoda, escolhe o momento, e (não) foge dele.
Só pede mais tempo, já que agora não é possível resolver. É evitar fazer algo por impulso, é dar tempo e lugar certo para algo.

Quem adia assim não está evitando o sentimento. Está guardando lugar pra ele, até a terapia, ou a vida, ter espaço de verdade pra recebê-lo.

O que você tem adiado, e por quanto tempo ainda precisa guardar esse lugar?

Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e
カウンセラー

Referência:

MCWILLIAMS, N. Diagnóstico psicanalítico: entendendo a estrutura da personalidade no processo clínico. Porto Alegre: Artmed, 2011 (edição revisada).



#terapianojapao

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10 hours ago | [YT] | 2

Terapia no Japão

Como disse Sêneca, teríamos muito ciúme do nosso tempo se soubéssemos que falta pouco para a nossa finitude.

#terapianojapao

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15 hours ago | [YT] | 6

Terapia no Japão

Somos mente e corpo: psicossoma.

É pelo toque e pelo cuidado que um bebê vai sentindo que tem um contorno.
Quando algo não encontra palavra, pode encontrar o corpo, e a pele, que fica entre o dentro e o fora, é um dos lugares possíveis. Isso vale para alguns funcionamentos e algumas histórias, não para toda questão de pele.

A investigação médica SEMPRE vem em primeiro lugar e segue junto ao processo terapêutico.

A terapia oferece um espaço onde o que o corpo carrega pode, aos poucos, ser dito e lembrado.

Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e
カウンセラー
#terapianojapao

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Referências:

ANZIEU, Didier. O Eu-pele. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.
DEJOURS, Christophe. Repressão e subversão em psicossomática: investigações psicanalíticas sobre o corpo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.

MARTY, Pierre. Les mouvements individuels de vie et de mort. Paris: Payot, 1976.

MCDOUGALL, Joyce. Teatros do corpo: o psicossoma em psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2013.

WAHRHAFTIG, Noemi Evelina de Weber. Trauma, desamparo e memória: a escuta da psicossomática psicanalítica na clínica dermatológica. Trama: Revista de Psicossomática Psicanalítica, São Paulo, n. 1, 2019.

WINNICOTT, Donald Woods et al. Explorações psicanalíticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.



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1 week ago | [YT] | 12

Terapia no Japão

Chamamos de luto só a morte, mas toda perda resulta em luto, o mesmo processo aparece numa demissão, numa mudança de país, no fim de uma amizade, no diagnóstico que muda os planos e no fim de uma relação.
O que rompe não é só sobre a pessoa: às vezes é uma rotina, a continuidade, um papel que ocupávamos, uma imagem de futuro que já não se sustenta.

Não há prazo certo para recomeçar, superar, atravessar... voltar a sentir a dor em um dia qualquer não significa que o processo parou, mas sim, que esses momentos também fazem parte desta fase difícil de digerir a nova realidade.

Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e カウンセラー

#terapianojapao
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#relacionamento
#separacao #divorcio

2 weeks ago | [YT] | 14

Terapia no Japão

Chamamos de luto só a morte, mas toda perda resulta em luto, o mesmo processo aparece numa demissão, numa mudança de país, no fim de uma amizade, no diagnóstico que muda os planos e no fim de uma relação.
O que rompe não é só sobre a pessoa: às vezes é uma rotina, a continuidade, um papel que ocupávamos, uma imagem de futuro que já não se sustenta.

Não há prazo certo para recomeçar, superar, atravessar... voltar a sentir a dor em um dia qualquer não significa que o processo parou, mas sim, que esses momentos também fazem parte desta fase difícil de digerir a nova realidade.

Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e カウンセラー

#terapianojapao

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#divorcio

2 weeks ago | [YT] | 10

Terapia no Japão

Quando falamos de terapia, sempre pensamos em empatia, escuta, acolhimento, como se fosse um lugar feito apenas de compreensão delicada.
Mas em alguns casos, existe um momento anterior a isso: o paciente testa se o terapeuta aguenta o que ele mesmo não aguenta em si.

Há quem chegue com gratidão, com necessidade de expressar seus sentimentos e pensamentos mais profundos. Mas há também quem chegue descarregando aquilo que nunca teve lugar para descarregar. Um ódio, uma raiva que pertence a outro alguém em sua história. A função do terapeuta, nesse instante, não busca produzir uma resposta imediata para esse ataque, busca sustentar sua presença sem se retrair, se retirar de cena e sem revidar, para que o paciente descubra, na prática e não na teoria, que existe algo fora dele que não se quebra com o que ele traz. Algo que resiste a sua agressividade e sentimentos destrutivos, algo que diz:
"Apesar disso tudo, te espero na semana que vem." Isso não é submissão do terapeuta, isso é uma aposta no processo, é enxergar que às vezes aquele começo difícil, é apenas o começo.

Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e
カウンセラー

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3 weeks ago | [YT] | 13

Terapia no Japão

Memórias de um Kaisha. 🇧🇷🇯🇵

As narrativas desta série são ficcionais e inspiradas em temas recorrentes da experiência de imigração no Japão. Personagens, acontecimentos e diálogos foram criados para representar vivências humanas compartilhadas e não correspondem à história de nenhuma pessoa específica ou caso clínico real.

Que cada história encontre quem já precisou lidar com questões parecidas.

Porque algumas experiências pertencem a uma pessoa.
Outras, pertencem a uma geração.

Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e
カウンセラー

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3 weeks ago | [YT] | 14

Terapia no Japão

Dizem que quem sente saudade da comida de casa está apenas com fome de sabor, e que basta uma receita bem feita para aplacar isso. Porém, o que se busca na comida do país de origem raramente é só sabor. É a própria origem, presentificada na boca, no cheiro, no gesto de preparar. Winnicott (1971, p. 135) descreve o objeto transicional como aquilo que carrega, ao mesmo tempo, o que já não está mais ali e a possibilidade de segui-lo tendo.

A comida, na migração, ocupa essa função: ela não substitui o que ficou do outro lado do mundo, ela o mantém vivo em outro registro.

O problema não é a comida carregar a origem, as raízes. É quando ela passa a ser o único lugar onde essa origem pode existir. Quando a saudade não encontra espaço na palavra, na lembrança, na conversa com alguém que também partiu, tudo o que resta é o prato. E o prato, sozinho, não foi feito para segurar tanto.

A terapia não pede que a pessoa coma menos daquilo que a origina. Pede que esses afetos encontrem mais de um endereço, para que a comida volte a alimentar, e não apenas a conter.

Imigrar também é reaprender a comer, a entender que a saudade e o pertencimento podem ocupar outros lugares.

Seguimos aprendendo... Sem a necessidade de perfeição.

Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e
カウンセラー

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3 weeks ago | [YT] | 11

Terapia no Japão

Nosso mundo interno é feito de lados opostos. Não é fácil entrar em contato com partes que não reconhecemos como nossas, principalmente aquelas que condenamos nos outros ou gostaríamos de esquecer.

Cuide do seu emocional, leve para a terapia as duas questões.


Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e
カウンセラー

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3 weeks ago | [YT] | 13

Terapia no Japão

Todo vínculo tem um lugar de dentro e um lugar de fora, e circulamos entre os dois durante a vida inteira.

Quando uma cena atual reabre a experiência antiga de ficar na porta, o incômodo chega maior do que a situação comporta, e vale perguntar o que, em nossa história, essa cena está tocando.

Nomear o ciúme, a inveja e a sensação de exclusão já muda o modo como nos relacionamos com eles.
Se relacionar sempre é difícil, e ninguém está livre desses sentimentos.

A psicanálise não enxerga esses sentimentos como falhas de caráter do sujeito, apenas como uma questão totalmente humana.

E você fica mais de fora ou deixa os outros de fora? Se bem que a gente oscila nesse movimento de forma ativa ou passiva, sem perceber, ocupamos os dois lugares.

Letícia Shin, Psicóloga, psicanalista e
カウンセラー

#terapianojapao


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1 month ago | [YT] | 13