Amigos, esse não é um canal de política. Mas falarei sobre as eleições em uma live às 20h30 no link abaixo [Canal do Sol da Pátria]. Quem quiser acompanhar, só chegar.
Concepção de São João Batista, o Precursor 23 de setembro -- Calendário Juliano
Celebramos nesse dia a Misericórdia de Deus, Sua ação maravilhosa e Sua Sabedoria: Sua Misericórdia com os devotos e justos pais de São João, os idosos Zacarias e Isabel, que por toda a vida imploraram a Deus por um filho; a maravilha da concepção do ventre estéril de Isabel; e a sabedoria da dispensação da salvação do homem.
Deus possuía um plano especialmente grande para João: se tornar um Profeta e ser o Precursor de Cristo, o Salvador. Através de Seus anjos, Deus revelou o nascimento de Isaque para Sara, e de Sansão para Manoah e sua mulher, e de João Batista para Zacarias e Isabel. É através de Seus anjos que Deus revela o nascimento daqueles para quem tem planos especiais.
Como idosos podem ter filhos? Não perguntem aos homens, pois eles não sabem, nem à lei natural (pois isso está além da lei natural), mas volte o olhar para Deus Todo Poderoso, que fez o mundo do nada e que para a criação de Adão, o primeiro homem, não usou nenhum progenitor, jovem ou velho. Agradecemos a Deus que frequentemente nos revela Seu Poder e Misericórdia e Sabedoria, que transcendem a Lei Natural.
Do ''Prólogo de Ochrid'', do Bispo Nikolai Velimirovic
Antes que me acusem de apoio, ressalto que o programa do Missão ainda é liberal o suficiente para me afastar decisivamente deles. Mas a estética e o discurso não tem igual nessa campanha.
Mesmo tendo uma base com viés sionista, é notável a ausência de qualquer bandeira ianque e israelense na manifestação abaixo. A imagética é nacional, e ao mesmo tempo urbana e moderna.
O vídeo não mostra, mas o uso de uma versão de Bete Balanço caiu como uma luva, principalmente diante do prédio da Globo. O slogan "um futuro glorioso" captura a imaginação de uma geração desiludida e sem compromisso com o Brasil projetado pela ''redemocratização'' dos anos 1980, e aponta para a construção planejada de um movimento.
Anteontem, na sala de professores de uma escola municipal no Rio, ambiente fortemente esquerdista, uma professora cogitou votar em Renan Santos, cujo nome foi citado por outro interlocutor [esquerdista] que o sugeria como solução para as dúvidas dela.
Dou aula no sistema prisional, e alguns alunos repudiam fortemente Renan por causa de seu discurso duro contra o crime -- o repudiam mais que odeiam os Bolsonaro. Eles se referem a Renan como "o homem da bomba".
São indicações de que, muito mais que o percentual de votos que ele receberá, Renan conseguiu ressoar com grande capilaridade em diversos setores.
Um Zema da vida vai passar praticamente anônimo e irrelevante pelo processo, seu destaque vem unicamente do fato de governar Minas Gerais. O mesmo pode ser dito de Caiado. Com Renan e o Missão aconteceu algo muito diferente.
Há quem diga que a postura de Renan é algo histérica, histriônica. Discordo. É o tom de indignação, revolta, e autenticidade capaz de conquistar o eleitorado. O contraste com os adversários, que fedem a mofo e gabinete, chega a ser brutal.
A ''moderação", o "comedimento", a artificialidade centrista afastam mais do que convencem, algo que eu sempre frisei a respeito da persona que Ciro vendeu nas duas campanhas anteriores. No momento de apresentações programáticas, Renan não deveu nada a ninguém; pelo contrário, se saiu melhor que os demais.
Quem não for capaz de competir nesse nível nos próximos anos vai afundar.
Grande Mártir Santo Eustáquio, sua esposa Santa Teopista e seus santos filhos Agápio e Teopisto 20 de setembro -- Calendário Juliano
Placidas era um general romano do início do segundo século, vivendo sob o governo de Trajano. Certa feita, caçando na floresta, Placidas encontrou um cervo com uma cruz radiante entre seus chifres e que se revelou a Ele como Cristo, ordenando-lhe que fosse ao Bispo da região e que aceitasse o Santo Batismo. Voltando à casa, sua mulher, Tatiana, ao saber do ocorrido, revelou ao marido um sonho com o mesmo Cristo. Ele e sua casa foram batizados com o nome de Eustáquio, Teopista, Agápio e Teopisto.
A nova família cristã enfrentou uma série de provações, e acabou por perder seus bens, gado e escravos, atingidos por calamidades e doenças. Avisados por divina revelação de que deveriam ser purificados pelo fogo, resolveram partir para Jerusalém. Durante a viagem, Santo Eustáquio perdeu mulher e filhos, a primeira raptada pelo comandante do navio em que viajava, os demais atacados por feras selvagens [por um leão e por um lobo]. Sem perder a fé, fez residência na pequena aldeia de Badessos, no Egito, sem saber que tanto sua mulher quanto filhos haviam sido salvos da tragédia pela Providência Divina. Santo Eustáquio permaneceu ali trabalhando por cinco anos.
Naqueles tempos, durante uma rebelião que trouxe dificuldades para o governo de Trajano, antigos comandados de Placidas o reconheceram na aldeia e o levaram de volta a Roma, onde recebeu o posto de general. Foi em meio a sua campanhas militares que Santo Eustáquio reencontrou mulher e filhos.
Depois de esmagada a rebelião, o Bem Aventurado comandante retornou a Roma coberto de honras militares. Adriano já era o novo Imperador, e ficou surpreso ao descobrir que seu general se recusava a sacrificar para os deuses romanos e que se tornara cristão. Ele e sua família foram então condenados à morte após se recusarem a apostatar.
Não acredito na democracia liberal. Mais ainda, não tenho qualquer vínculo ideológico ou afetivo com a atual configuração institucional e política do Brasil.
Entre nós, o Poder mais democrático sempre foi o Executivo. As teorias liberais propõem outra coisa, que o Executivo seria resquício da Monarquia, e a democracia seria melhor representada pelo Poder Legislativo.
Mas por isso mesmo o Executivo sempre repercutiu e teve ligação mais orgânica com a população. A eleição presidencial é quase como a aclamação de um César, enquanto o Legislativo é o terreno dos nossos Patrícios e oligarcas.
Enfim, a teoria liberal, na prática, é outra. O Legislativo é controlado por máquinas partidárias que determinam quais são os candidatos e quais suas possibilidades de vitórias. E essas escolhas se associam de modo íntimo com a força econômica, com a capacidade do candidato representar e receber financiamento de grupos empresariais.
Em uma abordagem clássica, diríamos que o Legislativo é o terreno plutocrático por excelência.
Mas e o Judiciário? É um Poder sem voto, técnico, que idealmente tem de estar à parte das disputas partidárias. Juiz não pode ter "lado", já que "arbitra" o jogo.
Mas após 2015 criamos um sistema diferente. Um Poder Executivo sitiado e fragilizado, ainda que escolhido por voto direto e ainda que incrustado na cultura e no imaginário nacional.
Um Legislativo que nunca abandonou sua função oligárquica e sua natureza plutocrática agora avançando sobre a execução do Orçamento ao perceber a fraqueza presidencial.
E um Judiciário que se arroga o direito de tutelar todo o sistema político, intervindo "do alto" nos demais Poderes, e interpretando a Constituição ao seu bel prazer.
Dias Toffoli definiu o novo sistema como um semi-presidencialismo tutelado pelo STF. A Corte Suprema exerce no país a função de Poder Moderador que no século XIX pertencia ao Imperador.
Mas antes viver numa verdadeira Monarquia do que nessa República de aparências, nessa caricatura de República. O Império se fundamentava numa teoria religiosa do poder. Já um governo do STF é só a pior das ditaduras, a ditadura do Judiciário
Grande Mártir e Toda Venerável Santa Eufêmia 16 de setembro -- Calendário Juliano
Eufêmia nasceu na cidade de Calcedônia em lar cristão, filha do senador Filofronos e de Teodósia, no fim do século III. Ela cresceu durante uma das piores épocas de perseguição aos cristãos na Roma pagã.
Presa com dezenas de outros cristãos pelo governador Prisco pela recusa de adorar os deuses romanos, foi a única que não foi enviada ao imperador Diocleciano. Por ser a mais jovem, Prisco imaginou que Santa Eufêmia fosse mais influenciável, e que, deixada só, poderia abandonar o cristianismo e tornar-se exemplo para a Calcedônia.
Vários milagres ocorreram durante as tentativas de torturá-la e de executá-la: a roda de torturas emperrou e não se movia; a Bem Aventurada saiu ilesa de chamas; leões na arena não a atacavam. Dois dos soldados responsáveis pelas torturas se converteram e foram, eles mesmos, martirizados: São Victor e São Sóstenes.
Por misericórdia divina, uma das feras deu um leve toque em uma das pernas de Santa Eufêmia, que se tornou uma ferida que sangrou até a morte. Nesse momento, houve um terremoto que fez com que os guardas e os espectadores dos suplícios corressem aterrorizados.
Os pais da mártir recuperaram seu corpo e a sepultaram não muito distante de Calcedônia. Era o ano de 304.
Uma grande Igreja foi construída na cidade para abrigar, mais tarde, as relíquias da Santa Mártir. Foram elas que confirmaram a Verdadeira Fé Ortodoxa durante o Quarto Concílio Ecumênico, envergonhando a heresia monofisita. No século VII, as relíquias de Santa Eufêmia foram transferidas para Constantinopla.
Grande Mártir São Nicetas, o Godo 15 de setembro -- Calendário Juliano
Nicetas era godo, nascido e criado nas margens do Rio Danúbio durante o século IV, período em que a fé cristã se espalhou e consolidou no território em que vivia seu povo. Nicetas aceitou o Batismo pelas mãos de um Bispo Godo chamado Teófilo, que havia participado do Primeiro Concílio Ecumênico.
Os pagãos resistiam à expansão da Igreja, gerando tensões e conflitos. Fritigerno liderou um Exército cristão que derrotou o pagão Atanarico, possibilitando maiores oportunidades de consolidação para a verdadeira fé. O 'Bispo' ariano Ulfilas, sucessor do Bispo Teófilo, havia criado um alfabeto godo e traduzido para a língua germânica muitos ofícios litúrgicos.
São Nicetas trabalhava intensamente junto de seus irmãos na pregação da Boa Nova e levou muitos pagãos à luz através de seus exemplos e palavras inspiradas. Entretanto, Atanarico reuniu novas forças e retornou ao país para recapturar seu antigo poder. Ele permanecera pagão e continuava a perseguir os cristãos.
São Nicetas suportou muitas torturas e morreu após ter sido atirado a uma fogueira. Seu corpo permaneceu intocado pelas chamas e foi iluminado por uma luz misteriosa. Era o ano de 372. À noite, um amigo do mártir, um cristão chamado Mariano, recuperou o corpo do Bem Aventurado Nicetas e o sepultou na Cilícia. Tempos mais tarde, as santas relíquias foram transferidas para Constantinopla. Parte delas foram depois transferidas para o Mosteiro de Vysokie Dechani, na Sérvia.
Grande Festa da Elevação da Toda Santa, Preciosa e Vivificante Cruz 14 de setembro -- Calendário Juliano
Durante os séculos de perseguição à Igreja no Império Romano, os Césares tentaram erradicar da memória dos homens os lugares sagrados em que ocorreram a Paixão, Morte e Gloriosa Ressurreição de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O Imperador Adriano [117-138] ordenou que o Sepulcro do Senhor fosse soterrado e que um templo à deusa Vênus e uma estátua ao deus Júpiter fossem construídos no Calvário. Os pagãos se reuniam nestes locais para oferecer sacrifícios aos ídolos. No entanto, quis a Divina Providência que o Sepulcro do Senhor e a Vivificante Cruz fossem novamente descobertos e abertos à veneração.
São Constantino, o Grande, se tornou o único governante de todo o Império e estabeleceu o Édito de Milão, legalizando o cristianismo e colocando fim nas perseguições à Igreja. O Santo Imperador conquistou a vitória sobre seus inimigos com assistência divina, após ter presenciado nos céus o sinal da cruz, pouco antes da Batalha da Ponte Mílvia. Por isso ele desejava ardentemente encontrar a Cruz em que Nosso Senhor foi crucificado, e enviou sua mãe, a piedosa Imperatriz Santa Helena, para Jerusalém, providenciando a ela uma carta destinada ao Patriarca São Macário.
Mesmo se encontrando em seus dias de velhice, a Santa Imperatriz Helena abraçou a missão com entusiasmo. Deu ordens para que as estátuas e os templos pagãos de Jerusalém fossem derrubados e se devotou inteiramente à procura da Cruz do Senhor, inquirindo cristãos e judeus. Desse modo entrou em contato com um ancião chamado Judas, que afirmava que a Cruz havia sido enterrada no local em que havia sido erguido o templo a Vênus.
Eles demoliram o templo pagão e, após orarem, escavaram o chão. Logo descobriram a Tumba do Senhor, e, perto dela se encontravam três cruzes, uma placa com a inscrição de Pilatos e quatro pregos que haviam sustentado o corpo do Senhor. Visando saber qual das três cruzes havia sido a da Crucificação do Salvador, o Patriarca Macário tocou cada uma delas com um cadáver. Quando o corpo do falecido tocou a verdadeira cruz, retornou à vida. Todos que testemunharam a ressurreição se convenceram que a Cruz Vivificante havia sido encontrada.
Uma enorme multidão de cristãos foi venerar a Santa Cruz. Eles rogaram a São Macário para que a elevasse, para que todos pudessem contemplá-la. O Patriarca e outros líderes espirituais levantaram-na e o povo exclamou, ''Senhor, tem piedade'', prostrando-se reverentemente diante do Madeiro Sagrado. Este evento solene ocorreu no ano 326 da era cristã.
Durante a descoberta da Toda Vivificante Cruz um outro milagre aconteceu. Uma senhora que se encontrava gravemente doente foi curada ao se colocar sob a sombra da cruz. O ancião Judas e outros judeus, presenciando todos estas maravilhas, se converteram à verdadeira fé e aceitaram o Batismo. Judas recebeu o nome de Ciríaco e foi mais tarde consagrado Bispo de Jerusalém. Durante o reinado de Juliano, o Apóstata [361-363], o Santo Bispo Ciríaco aceitou o martírio por Cristo.
A Santa Imperatriz Helena viajou aos lugares santos associados à vida terrena do Salvador, construindo mais de oitenta igrejas, incluindo Belém, lugar de nascimento do Cristo, o Monte das Oliveiras, onde o Senhor ascendeu aos Céus, no Getsêmani, local em que Cristo orou antes de Sua Paixão. Santa Helena levou parte do Madeiro Vivificante e dos pregos para Constantinopla. São Constantino, o Igual aos Apóstolos, ordenou a construção de uma majestosa Igreja em Jerusalém em honra à Gloriosa Ressurreição, que incluía a Tumba do Senhor e o Gólgota. Santa Helena não sobreviveu para ver a dedicação do Templo, que foi construído em um período de dez anos. A Igreja foi consagrada no dia 13 de setembro de 335. No dia seguinte, 14 de setembro, foi estabelecida e celebrada a Grande Festa da Exaltação da Venerável e Vivificante Cruz.
Outro evento associado à Cruz do Senhor também é comemorado neste dia: seu retorno a Jerusalém após catorze anos de cativeiro na Pérsia. Durante o reinado do Imperador Focas [602-610], o Imperador persa Khozroes II derrotou o exército romano, saqueou Jerusalém e capturou a preciosa relíquia e o Patriarca Zacarias [609-633].
A Santa Cruz permaneceu na Pérsia por catorze anos e apenas sob o Imperador Heráclio [610-641], que com ajuda de Deus derrotou Khozroes e concluiu um tratado de paz com Syroes, a Cruz do Senhor retornou para as mãos dos cristãos. Ela foi transferida com grande solenidade para Jerusalém. Heráclio usava sua coroa imperial e a púrpura real enquanto carregava a Cruz de Cristo para dentro da Igreja da Ressurreição. Junto dele se encontrava o Patriarca Zacarias.
Diante dos portões do caminho que levava ao Gólgota o Imperador parou e não pôde mais continuar. O Patriarca lhe explicou que havia um anjo do Senhor bloqueando o caminho, pedindo para que removesse suas vestimentas reais e para que caminhasse descalço, já que Aquele que havia removido os pecados do mundo havia subido pelo caminho do Calvário com toda a humildade. O Imperador retirou seu rico aparato e pôde levar a cruz sem nenhum outro impedimento.
Segundo os Santos Padres, a Festa da Elevação da Toda Santa e Vivificante Cruz é similar à Grande Sexta Feira Santa, lembrando a Crucificação de Cristo por causa de nossos pecados.
São Cornélio, o Centurião 13 de setembro -- Calendário Juliano
Logo após a Ascensão aos Céus de Nosso Senhor Jesus Cristo, um centurião chamado Cornélio se estabeleceu em Cesaréia da Palestina. Ele vinha da Trácia e era pagão, mas se distinguia por suas boas ações, como descrito pelo Bem Aventurado Evangelista São Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos. O Senhor se agradou de sua vida virtuosa e o guiou para o conhecimento da verdade e da fé em Cristo.
Certa vez, Cornélio estava orando em casa quando um anjo apareceu diante dele e lhe contou que suas preces haviam sido ouvidas por Deus. O anjo lhe ordenou para enviar mensageiros a Simão Pedro, que se encontrava em Jopa. Cornélio cumpriu imediatamente a ordem, e quando os mensageiros se encontravam a caminho, o Apóstolo Pedro recebeu uma visão: por três vezes um grande lençol era baixado diante dele, repleto de todos os tipos de aves e animais. Ele ouvia uma voz do Céu lhe dizendo para comer de tudo. Quando o Santo Apóstolo se recusava a comer por causa das leis de pureza judaicas, a voz lhe dizia: ''Não chame de impuro aquilo que Deus limpou.''
Com essa visão, o Senhor revelava que o Apóstolo devia pregar a Palavra de Deus entre os pagãos. Quando chegou à casa de Cornélio na companhia dos mensageiros que lhe haviam sido enviados, São Pedro foi recebido com grande júbilo e respeito por todos. Cornélio caiu aos pés do Apóstolo e pediu para que lhe fosse ensinado o caminho da salvação. São Pedro descreveu a vida terrena de Jesus Cristo e os milagres e sinais operados pelo Senhor, e também sobre Seus ensinamentos sobre o Reino dos Céus. Depois lhe contou sobre a morte de Cristo na Cruz, Sua Gloriosa Ressurreição e Ascensão.
Cornélio acreditou pela Graça do Espírito Santo, e foi batizado junto com toda a sua família. Ele foi o primeiro pagão a receber o Batismo. Depois, se retirou do mundo e acompanhou São Pedro, que o consagrou como Bispo. Quando em Éfeso junto de Cornélio e Timóteo, São Pedro soube do vigor com que a idolatria grassava na cidade de Skepsis, e enviou São Cornélio até lá. Na cidade vivia um príncipe chamado Demétrio, educado na antiga filosofia grega, e que odiava o cristianismo e adorava os deuses pagãos, em particular Zeus e Apolo. Sabendo da chegada de São Cornélio na cidade, imediatamente o convocou e lhe perguntou da razão de sua vinda. São Cornélio respondeu que seu objetivo era libertá-lo da escuridão da ignorância elevá-lo ao conhecimento da Luz Verdadeira. O Príncipe, sem compreender o sentido do que foi dito, se irou e demandou que o Bem Aventurado Bispo respondesse cada uma de suas questões.
Quando São Cornélio afirmou que era servo do Senhor e que a razão de sua vinda era anunciar a Verdade, Demétrio exigiu que ele oferecesse sacrifícios aos ídolos. São Cornélio pediu então que lhe levassem até os deuses. Quando entrou no templo pagão, o hierarca se voltou para o leste e fez uma oração a Cristo. A terra estremeceu, e várias estátuas de Zeus e outros deuses se partiram e caíram no chão. A população que presenciou o fato ficou estarrecida. O Príncipe, extremamente vexado, mandou prender o santo e o jogou na prisão.
Nesse momento, escravos informaram a Demétrio que sua mulher e seu filho haviam desaparecido nas ruínas do templo destruído. Depois de um certo tempo de procura, um dos sacerdotes pagãos, chamado Barbates, relatou que estava ouvindo a voz da mulher e do filho de Demétrio em meio às ruínas, e que eles estavam louvando o Deus dos cristãos. O Príncipe, tomado de alegria, foi à prisão repleto de gratidão pela sobrevivência de sua mulher e filho e libertou São Cornélio, que foi ao templo arruinado e por meio de suas orações libertou os que nele se encontravam. Depois disso, Demétrio e toda sua casa foram batizados. São Cornélio viveu por muito tempo na cidade, e converteu a muitos pagãos, e fez de Eunomio presbítero no serviço do Senhor. São Cornélio morreu em idade avançada e foi sepultado não muito longe do templo pagão que ele havia destruído.
Venerável Santo Eufrosino Cozinheiro, de Alexandria 11 de setembro -- Calendário Juliano
Eufrosino era monge em um dos mosteiros palestinos e sua obediência consistia em servir na cozinha. Trabalhando pela comunidade, Eufrosino não deixava por isso sua mente se apartar de Deus, mas antes vivia em oração e jejum. Ele se lembrava sempre que a obediência é o primeiro dever do monge e sua paciência era admirável: muitas vezes o reprovavam, mas ele nunca reclamava e suportava todas as indelicadezas.
Santo Eufrosino agradava o Senhor por sua virtude interior, que ocultava de todos os demais, e o próprio Cristo revelou à comunidade monástica as alturas espirituais do cozinheiro.Um dos padres do mosteiro orava e pedia ao Senhor que lhe mostrasse as bençãos preparadas para os justos no século vindouro. O padre viu em um sonho como o Paraíso se assemelhava, e contemplou sua beleza inexplicável com temor e regozijo. Também viu ali um monge de seu mosteiro, o cozinheiro Eufrosino. Maravilhado desse encontro, o presbítero perguntou ao monge como foi que ele havia chegado ali.
O santo lhe respondeu que se encontrava no Paraíso por causa da grande misericórdia de Deus. O padre perguntou se Eufrosino poderia lhe dar algo da beleza circundante. Santo Eufrosino sugeriu ao sacerdote que pegasse o que desejasse, e o padre apontou para três maçãs suculentas que cresciam no jardim. O monge colheu as maçãs, colocou-as em uma toalha e a deu para o seu companheiro.
Quando o presbítero acordou de manhã pensou que a visão tinha sido um sonho, mas repentinamente notou próximo a ele a toalha com os frutos do Paraíso, que emitiam uma fragrância miraculosa. O padre encontrou Santo Eufrosino na Igreja e lhe perguntou sob juramento onde ele havia estado na noite anterior. O santo respondeu que estava onde o padre esteve. Então acrescentou que o Senhor, ao realizar a oração do padre, havia lhe mostrado o Paraíso e concedido seus frutos através dele, o ''mais baixo e indigno servo de Deus, Eufrosino''.
O sacerdote contou tudo isso para a comunidade do mosteiro, apontando a elevação espiritual de Eufrosino e mostrando os frutos paradisíacos. Profundamente afetados pelo que ouviram, os monges correram até a cozinha para mostrarem seu respeito e reverência a Santo Eufrosino, mas não o encontraram. Fugindo da glória humana, o monge havia deixado o mosteiro. O lugar onde se escondeu permaneceu oculto, mas os monges nunca se esqueceram de seu irmão nem que o encontrariam no Paraíso caso fossem salvos. Reverentemente, eles distribuíram pedaços das maçãs do Paraíso como bençãos e para curas.
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
Amigos, esse não é um canal de política. Mas falarei sobre as eleições em uma live às 20h30 no link abaixo [Canal do Sol da Pátria]. Quem quiser acompanhar, só chegar.
https://www.youtube.com/watch?v=pVrHc...
14 hours ago | [YT] | 4
View 0 replies
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
Concepção de São João Batista, o Precursor
23 de setembro -- Calendário Juliano
Celebramos nesse dia a Misericórdia de Deus, Sua ação maravilhosa e Sua Sabedoria: Sua Misericórdia com os devotos e justos pais de São João, os idosos Zacarias e Isabel, que por toda a vida imploraram a Deus por um filho; a maravilha da concepção do ventre estéril de Isabel; e a sabedoria da dispensação da salvação do homem.
Deus possuía um plano especialmente grande para João: se tornar um Profeta e ser o Precursor de Cristo, o Salvador. Através de Seus anjos, Deus revelou o nascimento de Isaque para Sara, e de Sansão para Manoah e sua mulher, e de João Batista para Zacarias e Isabel. É através de Seus anjos que Deus revela o nascimento daqueles para quem tem planos especiais.
Como idosos podem ter filhos? Não perguntem aos homens, pois eles não sabem, nem à lei natural (pois isso está além da lei natural), mas volte o olhar para Deus Todo Poderoso, que fez o mundo do nada e que para a criação de Adão, o primeiro homem, não usou nenhum progenitor, jovem ou velho. Agradecemos a Deus que frequentemente nos revela Seu Poder e Misericórdia e Sabedoria, que transcendem a Lei Natural.
Do ''Prólogo de Ochrid'', do Bispo Nikolai Velimirovic
www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=pfbid0Ye…
23 hours ago | [YT] | 25
View 0 replies
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
O PARTIDO MISSÃO NAS ELEIÇÕES
por André Luiz V.B.T. dos Reis
Antes que me acusem de apoio, ressalto que o programa do Missão ainda é liberal o suficiente para me afastar decisivamente deles. Mas a estética e o discurso não tem igual nessa campanha.
Mesmo tendo uma base com viés sionista, é notável a ausência de qualquer bandeira ianque e israelense na manifestação abaixo. A imagética é nacional, e ao mesmo tempo urbana e moderna.
O vídeo não mostra, mas o uso de uma versão de Bete Balanço caiu como uma luva, principalmente diante do prédio da Globo. O slogan "um futuro glorioso" captura a imaginação de uma geração desiludida e sem compromisso com o Brasil projetado pela ''redemocratização'' dos anos 1980, e aponta para a construção planejada de um movimento.
Anteontem, na sala de professores de uma escola municipal no Rio, ambiente fortemente esquerdista, uma professora cogitou votar em Renan Santos, cujo nome foi citado por outro interlocutor [esquerdista] que o sugeria como solução para as dúvidas dela.
Dou aula no sistema prisional, e alguns alunos repudiam fortemente Renan por causa de seu discurso duro contra o crime -- o repudiam mais que odeiam os Bolsonaro. Eles se referem a Renan como "o homem da bomba".
São indicações de que, muito mais que o percentual de votos que ele receberá, Renan conseguiu ressoar com grande capilaridade em diversos setores.
Um Zema da vida vai passar praticamente anônimo e irrelevante pelo processo, seu destaque vem unicamente do fato de governar Minas Gerais. O mesmo pode ser dito de Caiado. Com Renan e o Missão aconteceu algo muito diferente.
Há quem diga que a postura de Renan é algo histérica, histriônica. Discordo. É o tom de indignação, revolta, e autenticidade capaz de conquistar o eleitorado. O contraste com os adversários, que fedem a mofo e gabinete, chega a ser brutal.
A ''moderação", o "comedimento", a artificialidade centrista afastam mais do que convencem, algo que eu sempre frisei a respeito da persona que Ciro vendeu nas duas campanhas anteriores. No momento de apresentações programáticas, Renan não deveu nada a ninguém; pelo contrário, se saiu melhor que os demais.
Quem não for capaz de competir nesse nível nos próximos anos vai afundar.
x.com/PartidoMissao/status/2106070792396026014
2 days ago | [YT] | 100
View 25 replies
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
Grande Mártir Santo Eustáquio, sua esposa Santa Teopista e seus santos filhos Agápio e Teopisto
20 de setembro -- Calendário Juliano
Placidas era um general romano do início do segundo século, vivendo sob o governo de Trajano. Certa feita, caçando na floresta, Placidas encontrou um cervo com uma cruz radiante entre seus chifres e que se revelou a Ele como Cristo, ordenando-lhe que fosse ao Bispo da região e que aceitasse o Santo Batismo. Voltando à casa, sua mulher, Tatiana, ao saber do ocorrido, revelou ao marido um sonho com o mesmo Cristo. Ele e sua casa foram batizados com o nome de Eustáquio, Teopista, Agápio e Teopisto.
A nova família cristã enfrentou uma série de provações, e acabou por perder seus bens, gado e escravos, atingidos por calamidades e doenças. Avisados por divina revelação de que deveriam ser purificados pelo fogo, resolveram partir para Jerusalém. Durante a viagem, Santo Eustáquio perdeu mulher e filhos, a primeira raptada pelo comandante do navio em que viajava, os demais atacados por feras selvagens [por um leão e por um lobo]. Sem perder a fé, fez residência na pequena aldeia de Badessos, no Egito, sem saber que tanto sua mulher quanto filhos haviam sido salvos da tragédia pela Providência Divina. Santo Eustáquio permaneceu ali trabalhando por cinco anos.
Naqueles tempos, durante uma rebelião que trouxe dificuldades para o governo de Trajano, antigos comandados de Placidas o reconheceram na aldeia e o levaram de volta a Roma, onde recebeu o posto de general. Foi em meio a sua campanhas militares que Santo Eustáquio reencontrou mulher e filhos.
Depois de esmagada a rebelião, o Bem Aventurado comandante retornou a Roma coberto de honras militares. Adriano já era o novo Imperador, e ficou surpreso ao descobrir que seu general se recusava a sacrificar para os deuses romanos e que se tornara cristão. Ele e sua família foram então condenados à morte após se recusarem a apostatar.
www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=pfbid02s…
4 days ago | [YT] | 42
View 0 replies
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
DEMOCRACIA? REPÚBLICA?
por André Luiz V.B.T. dos Reis
Não acredito na democracia liberal. Mais ainda, não tenho qualquer vínculo ideológico ou afetivo com a atual configuração institucional e política do Brasil.
Entre nós, o Poder mais democrático sempre foi o Executivo. As teorias liberais propõem outra coisa, que o Executivo seria resquício da Monarquia, e a democracia seria melhor representada pelo Poder Legislativo.
Mas por isso mesmo o Executivo sempre repercutiu e teve ligação mais orgânica com a população. A eleição presidencial é quase como a aclamação de um César, enquanto o Legislativo é o terreno dos nossos Patrícios e oligarcas.
Enfim, a teoria liberal, na prática, é outra. O Legislativo é controlado por máquinas partidárias que determinam quais são os candidatos e quais suas possibilidades de vitórias. E essas escolhas se associam de modo íntimo com a força econômica, com a capacidade do candidato representar e receber financiamento de grupos empresariais.
Em uma abordagem clássica, diríamos que o Legislativo é o terreno plutocrático por excelência.
Mas e o Judiciário? É um Poder sem voto, técnico, que idealmente tem de estar à parte das disputas partidárias. Juiz não pode ter "lado", já que "arbitra" o jogo.
Mas após 2015 criamos um sistema diferente. Um Poder Executivo sitiado e fragilizado, ainda que escolhido por voto direto e ainda que incrustado na cultura e no imaginário nacional.
Um Legislativo que nunca abandonou sua função oligárquica e sua natureza plutocrática agora avançando sobre a execução do Orçamento ao perceber a fraqueza presidencial.
E um Judiciário que se arroga o direito de tutelar todo o sistema político, intervindo "do alto" nos demais Poderes, e interpretando a Constituição ao seu bel prazer.
Dias Toffoli definiu o novo sistema como um semi-presidencialismo tutelado pelo STF. A Corte Suprema exerce no país a função de Poder Moderador que no século XIX pertencia ao Imperador.
Mas antes viver numa verdadeira Monarquia do que nessa República de aparências, nessa caricatura de República. O Império se fundamentava numa teoria religiosa do poder. Já um governo do STF é só a pior das ditaduras, a ditadura do Judiciário
5 days ago | [YT] | 99
View 13 replies
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
Grande Mártir e Toda Venerável Santa Eufêmia
16 de setembro -- Calendário Juliano
Eufêmia nasceu na cidade de Calcedônia em lar cristão, filha do senador Filofronos e de Teodósia, no fim do século III. Ela cresceu durante uma das piores épocas de perseguição aos cristãos na Roma pagã.
Presa com dezenas de outros cristãos pelo governador Prisco pela recusa de adorar os deuses romanos, foi a única que não foi enviada ao imperador Diocleciano. Por ser a mais jovem, Prisco imaginou que Santa Eufêmia fosse mais influenciável, e que, deixada só, poderia abandonar o cristianismo e tornar-se exemplo para a Calcedônia.
Vários milagres ocorreram durante as tentativas de torturá-la e de executá-la: a roda de torturas emperrou e não se movia; a Bem Aventurada saiu ilesa de chamas; leões na arena não a atacavam. Dois dos soldados responsáveis pelas torturas se converteram e foram, eles mesmos, martirizados: São Victor e São Sóstenes.
Por misericórdia divina, uma das feras deu um leve toque em uma das pernas de Santa Eufêmia, que se tornou uma ferida que sangrou até a morte. Nesse momento, houve um terremoto que fez com que os guardas e os espectadores dos suplícios corressem aterrorizados.
Os pais da mártir recuperaram seu corpo e a sepultaram não muito distante de Calcedônia. Era o ano de 304.
Uma grande Igreja foi construída na cidade para abrigar, mais tarde, as relíquias da Santa Mártir. Foram elas que confirmaram a Verdadeira Fé Ortodoxa durante o Quarto Concílio Ecumênico, envergonhando a heresia monofisita. No século VII, as relíquias de Santa Eufêmia foram transferidas para Constantinopla.
www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=pfbid09t…
1 week ago | [YT] | 8
View 0 replies
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
Grande Mártir São Nicetas, o Godo
15 de setembro -- Calendário Juliano
Nicetas era godo, nascido e criado nas margens do Rio Danúbio durante o século IV, período em que a fé cristã se espalhou e consolidou no território em que vivia seu povo. Nicetas aceitou o Batismo pelas mãos de um Bispo Godo chamado Teófilo, que havia participado do Primeiro Concílio Ecumênico.
Os pagãos resistiam à expansão da Igreja, gerando tensões e conflitos. Fritigerno liderou um Exército cristão que derrotou o pagão Atanarico, possibilitando maiores oportunidades de consolidação para a verdadeira fé. O 'Bispo' ariano Ulfilas, sucessor do Bispo Teófilo, havia criado um alfabeto godo e traduzido para a língua germânica muitos ofícios litúrgicos.
São Nicetas trabalhava intensamente junto de seus irmãos na pregação da Boa Nova e levou muitos pagãos à luz através de seus exemplos e palavras inspiradas. Entretanto, Atanarico reuniu novas forças e retornou ao país para recapturar seu antigo poder. Ele permanecera pagão e continuava a perseguir os cristãos.
São Nicetas suportou muitas torturas e morreu após ter sido atirado a uma fogueira. Seu corpo permaneceu intocado pelas chamas e foi iluminado por uma luz misteriosa. Era o ano de 372. À noite, um amigo do mártir, um cristão chamado Mariano, recuperou o corpo do Bem Aventurado Nicetas e o sepultou na Cilícia. Tempos mais tarde, as santas relíquias foram transferidas para Constantinopla. Parte delas foram depois transferidas para o Mosteiro de Vysokie Dechani, na Sérvia.
www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=pfbid0LN…
1 week ago | [YT] | 5
View 0 replies
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
Grande Festa da Elevação da Toda Santa, Preciosa e Vivificante Cruz
14 de setembro -- Calendário Juliano
Durante os séculos de perseguição à Igreja no Império Romano, os Césares tentaram erradicar da memória dos homens os lugares sagrados em que ocorreram a Paixão, Morte e Gloriosa Ressurreição de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O Imperador Adriano [117-138] ordenou que o Sepulcro do Senhor fosse soterrado e que um templo à deusa Vênus e uma estátua ao deus Júpiter fossem construídos no Calvário. Os pagãos se reuniam nestes locais para oferecer sacrifícios aos ídolos. No entanto, quis a Divina Providência que o Sepulcro do Senhor e a Vivificante Cruz fossem novamente descobertos e abertos à veneração.
São Constantino, o Grande, se tornou o único governante de todo o Império e estabeleceu o Édito de Milão, legalizando o cristianismo e colocando fim nas perseguições à Igreja. O Santo Imperador conquistou a vitória sobre seus inimigos com assistência divina, após ter presenciado nos céus o sinal da cruz, pouco antes da Batalha da Ponte Mílvia. Por isso ele desejava ardentemente encontrar a Cruz em que Nosso Senhor foi crucificado, e enviou sua mãe, a piedosa Imperatriz Santa Helena, para Jerusalém, providenciando a ela uma carta destinada ao Patriarca São Macário.
Mesmo se encontrando em seus dias de velhice, a Santa Imperatriz Helena abraçou a missão com entusiasmo. Deu ordens para que as estátuas e os templos pagãos de Jerusalém fossem derrubados e se devotou inteiramente à procura da Cruz do Senhor, inquirindo cristãos e judeus. Desse modo entrou em contato com um ancião chamado Judas, que afirmava que a Cruz havia sido enterrada no local em que havia sido erguido o templo a Vênus.
Eles demoliram o templo pagão e, após orarem, escavaram o chão. Logo descobriram a Tumba do Senhor, e, perto dela se encontravam três cruzes, uma placa com a inscrição de Pilatos e quatro pregos que haviam sustentado o corpo do Senhor. Visando saber qual das três cruzes havia sido a da Crucificação do Salvador, o Patriarca Macário tocou cada uma delas com um cadáver. Quando o corpo do falecido tocou a verdadeira cruz, retornou à vida. Todos que testemunharam a ressurreição se convenceram que a Cruz Vivificante havia sido encontrada.
Uma enorme multidão de cristãos foi venerar a Santa Cruz. Eles rogaram a São Macário para que a elevasse, para que todos pudessem contemplá-la. O Patriarca e outros líderes espirituais levantaram-na e o povo exclamou, ''Senhor, tem piedade'', prostrando-se reverentemente diante do Madeiro Sagrado. Este evento solene ocorreu no ano 326 da era cristã.
Durante a descoberta da Toda Vivificante Cruz um outro milagre aconteceu. Uma senhora que se encontrava gravemente doente foi curada ao se colocar sob a sombra da cruz. O ancião Judas e outros judeus, presenciando todos estas maravilhas, se converteram à verdadeira fé e aceitaram o Batismo. Judas recebeu o nome de Ciríaco e foi mais tarde consagrado Bispo de Jerusalém. Durante o reinado de Juliano, o Apóstata [361-363], o Santo Bispo Ciríaco aceitou o martírio por Cristo.
A Santa Imperatriz Helena viajou aos lugares santos associados à vida terrena do Salvador, construindo mais de oitenta igrejas, incluindo Belém, lugar de nascimento do Cristo, o Monte das Oliveiras, onde o Senhor ascendeu aos Céus, no Getsêmani, local em que Cristo orou antes de Sua Paixão. Santa Helena levou parte do Madeiro Vivificante e dos pregos para Constantinopla. São Constantino, o Igual aos Apóstolos, ordenou a construção de uma majestosa Igreja em Jerusalém em honra à Gloriosa Ressurreição, que incluía a Tumba do Senhor e o Gólgota. Santa Helena não sobreviveu para ver a dedicação do Templo, que foi construído em um período de dez anos. A Igreja foi consagrada no dia 13 de setembro de 335. No dia seguinte, 14 de setembro, foi estabelecida e celebrada a Grande Festa da Exaltação da Venerável e Vivificante Cruz.
Outro evento associado à Cruz do Senhor também é comemorado neste dia: seu retorno a Jerusalém após catorze anos de cativeiro na Pérsia. Durante o reinado do Imperador Focas [602-610], o Imperador persa Khozroes II derrotou o exército romano, saqueou Jerusalém e capturou a preciosa relíquia e o Patriarca Zacarias [609-633].
A Santa Cruz permaneceu na Pérsia por catorze anos e apenas sob o Imperador Heráclio [610-641], que com ajuda de Deus derrotou Khozroes e concluiu um tratado de paz com Syroes, a Cruz do Senhor retornou para as mãos dos cristãos. Ela foi transferida com grande solenidade para Jerusalém. Heráclio usava sua coroa imperial e a púrpura real enquanto carregava a Cruz de Cristo para dentro da Igreja da Ressurreição. Junto dele se encontrava o Patriarca Zacarias.
Diante dos portões do caminho que levava ao Gólgota o Imperador parou e não pôde mais continuar. O Patriarca lhe explicou que havia um anjo do Senhor bloqueando o caminho, pedindo para que removesse suas vestimentas reais e para que caminhasse descalço, já que Aquele que havia removido os pecados do mundo havia subido pelo caminho do Calvário com toda a humildade. O Imperador retirou seu rico aparato e pôde levar a cruz sem nenhum outro impedimento.
Segundo os Santos Padres, a Festa da Elevação da Toda Santa e Vivificante Cruz é similar à Grande Sexta Feira Santa, lembrando a Crucificação de Cristo por causa de nossos pecados.
www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=pfbid02n…
1 week ago | [YT] | 6
View 1 reply
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
São Cornélio, o Centurião
13 de setembro -- Calendário Juliano
Logo após a Ascensão aos Céus de Nosso Senhor Jesus Cristo, um centurião chamado Cornélio se estabeleceu em Cesaréia da Palestina. Ele vinha da Trácia e era pagão, mas se distinguia por suas boas ações, como descrito pelo Bem Aventurado Evangelista São Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos. O Senhor se agradou de sua vida virtuosa e o guiou para o conhecimento da verdade e da fé em Cristo.
Certa vez, Cornélio estava orando em casa quando um anjo apareceu diante dele e lhe contou que suas preces haviam sido ouvidas por Deus. O anjo lhe ordenou para enviar mensageiros a Simão Pedro, que se encontrava em Jopa. Cornélio cumpriu imediatamente a ordem, e quando os mensageiros se encontravam a caminho, o Apóstolo Pedro recebeu uma visão: por três vezes um grande lençol era baixado diante dele, repleto de todos os tipos de aves e animais. Ele ouvia uma voz do Céu lhe dizendo para comer de tudo. Quando o Santo Apóstolo se recusava a comer por causa das leis de pureza judaicas, a voz lhe dizia: ''Não chame de impuro aquilo que Deus limpou.''
Com essa visão, o Senhor revelava que o Apóstolo devia pregar a Palavra de Deus entre os pagãos. Quando chegou à casa de Cornélio na companhia dos mensageiros que lhe haviam sido enviados, São Pedro foi recebido com grande júbilo e respeito por todos. Cornélio caiu aos pés do Apóstolo e pediu para que lhe fosse ensinado o caminho da salvação. São Pedro descreveu a vida terrena de Jesus Cristo e os milagres e sinais operados pelo Senhor, e também sobre Seus ensinamentos sobre o Reino dos Céus. Depois lhe contou sobre a morte de Cristo na Cruz, Sua Gloriosa Ressurreição e Ascensão.
Cornélio acreditou pela Graça do Espírito Santo, e foi batizado junto com toda a sua família. Ele foi o primeiro pagão a receber o Batismo. Depois, se retirou do mundo e acompanhou São Pedro, que o consagrou como Bispo. Quando em Éfeso junto de Cornélio e Timóteo, São Pedro soube do vigor com que a idolatria grassava na cidade de Skepsis, e enviou São Cornélio até lá. Na cidade vivia um príncipe chamado Demétrio, educado na antiga filosofia grega, e que odiava o cristianismo e adorava os deuses pagãos, em particular Zeus e Apolo. Sabendo da chegada de São Cornélio na cidade, imediatamente o convocou e lhe perguntou da razão de sua vinda. São Cornélio respondeu que seu objetivo era libertá-lo da escuridão da ignorância elevá-lo ao conhecimento da Luz Verdadeira. O Príncipe, sem compreender o sentido do que foi dito, se irou e demandou que o Bem Aventurado Bispo respondesse cada uma de suas questões.
Quando São Cornélio afirmou que era servo do Senhor e que a razão de sua vinda era anunciar a Verdade, Demétrio exigiu que ele oferecesse sacrifícios aos ídolos. São Cornélio pediu então que lhe levassem até os deuses. Quando entrou no templo pagão, o hierarca se voltou para o leste e fez uma oração a Cristo. A terra estremeceu, e várias estátuas de Zeus e outros deuses se partiram e caíram no chão. A população que presenciou o fato ficou estarrecida. O Príncipe, extremamente vexado, mandou prender o santo e o jogou na prisão.
Nesse momento, escravos informaram a Demétrio que sua mulher e seu filho haviam desaparecido nas ruínas do templo destruído. Depois de um certo tempo de procura, um dos sacerdotes pagãos, chamado Barbates, relatou que estava ouvindo a voz da mulher e do filho de Demétrio em meio às ruínas, e que eles estavam louvando o Deus dos cristãos. O Príncipe, tomado de alegria, foi à prisão repleto de gratidão pela sobrevivência de sua mulher e filho e libertou São Cornélio, que foi ao templo arruinado e por meio de suas orações libertou os que nele se encontravam. Depois disso, Demétrio e toda sua casa foram batizados. São Cornélio viveu por muito tempo na cidade, e converteu a muitos pagãos, e fez de Eunomio presbítero no serviço do Senhor. São Cornélio morreu em idade avançada e foi sepultado não muito longe do templo pagão que ele havia destruído.
www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=pfbid02o…
1 week ago | [YT] | 2
View 0 replies
André Luiz VBT dos Reis -- Consciência do Eu
Venerável Santo Eufrosino Cozinheiro, de Alexandria
11 de setembro -- Calendário Juliano
Eufrosino era monge em um dos mosteiros palestinos e sua obediência consistia em servir na cozinha. Trabalhando pela comunidade, Eufrosino não deixava por isso sua mente se apartar de Deus, mas antes vivia em oração e jejum. Ele se lembrava sempre que a obediência é o primeiro dever do monge e sua paciência era admirável: muitas vezes o reprovavam, mas ele nunca reclamava e suportava todas as indelicadezas.
Santo Eufrosino agradava o Senhor por sua virtude interior, que ocultava de todos os demais, e o próprio Cristo revelou à comunidade monástica as alturas espirituais do cozinheiro.Um dos padres do mosteiro orava e pedia ao Senhor que lhe mostrasse as bençãos preparadas para os justos no século vindouro. O padre viu em um sonho como o Paraíso se assemelhava, e contemplou sua beleza inexplicável com temor e regozijo. Também viu ali um monge de seu mosteiro, o cozinheiro Eufrosino. Maravilhado desse encontro, o presbítero perguntou ao monge como foi que ele havia chegado ali.
O santo lhe respondeu que se encontrava no Paraíso por causa da grande misericórdia de Deus. O padre perguntou se Eufrosino poderia lhe dar algo da beleza circundante. Santo Eufrosino sugeriu ao sacerdote que pegasse o que desejasse, e o padre apontou para três maçãs suculentas que cresciam no jardim. O monge colheu as maçãs, colocou-as em uma toalha e a deu para o seu companheiro.
Quando o presbítero acordou de manhã pensou que a visão tinha sido um sonho, mas repentinamente notou próximo a ele a toalha com os frutos do Paraíso, que emitiam uma fragrância miraculosa. O padre encontrou Santo Eufrosino na Igreja e lhe perguntou sob juramento onde ele havia estado na noite anterior. O santo respondeu que estava onde o padre esteve. Então acrescentou que o Senhor, ao realizar a oração do padre, havia lhe mostrado o Paraíso e concedido seus frutos através dele, o ''mais baixo e indigno servo de Deus, Eufrosino''.
O sacerdote contou tudo isso para a comunidade do mosteiro, apontando a elevação espiritual de Eufrosino e mostrando os frutos paradisíacos. Profundamente afetados pelo que ouviram, os monges correram até a cozinha para mostrarem seu respeito e reverência a Santo Eufrosino, mas não o encontraram. Fugindo da glória humana, o monge havia deixado o mosteiro. O lugar onde se escondeu permaneceu oculto, mas os monges nunca se esqueceram de seu irmão nem que o encontrariam no Paraíso caso fossem salvos. Reverentemente, eles distribuíram pedaços das maçãs do Paraíso como bençãos e para curas.
www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=pfbid0x6…
1 week ago | [YT] | 39
View 5 replies
Load more