🚨#AlémDoTempo Se Despediu Do Público Na Última Sexta-feira (16/10) E Finalizou Seu Ciclo Na Faixa Da "Edição Especial".
A Trama Se Despede Da Tardes Com Índices Nada Animadores , Durante Seus 139 capítulos Acumulados Durante Sua Exibição A Trama Finalizou Com Uma Média Geral De 10,3 pontos , Um Resultado Muito Aquém Do Que Era Esperado.
A Novela Sofreu Uma Grande Crise De Audiência Durante Sua Exibição , Não Conquistando Um Público Fiel E Raramente Conseguindo Bater A Meta Da Faixa Que É 12 Pontos , E Mesmo Com Grandes Viradas E Acontecimentos , Mesmo Assim Não Empolgavam O Público Horário Da Faixa Como O Último Capítulo Da Trama Que Normalmente É O Momento Mais Importante De Uma Trama Que Registrou 10,5 Pontos , Um Resultado Pífio.
Infelizmente A Novela Se Tornou O Maior Fracasso Da Faixa Até Então Dês De Sua Criação , Superando "Cheias De Charme" Que Fechou Com 10,8 Que Era Considerada Até Certo Ponto O Grande Fracasso Da Faixa.
Mas Valeu A Ousadia Da Globo De Finalmente Reprisar Pela Primeira Vez Em Suas Tardes Uma Trama Escrita Por Elizabeth Jill , Que Até Então Nunca Tinha Uma Novela Sua Reprisada.
O sol brilha sobre dezenas de barracas coloridas. A banca da comunidade se destaca: limpa, organizada, cheia de frutas, legumes e doces artesanais. Pessoas param curiosas, ouvindo a história do lugar. Larissa atende com calma, sorrindo para cada um.
VISITANTE Ouvi dizer que lá não há dono de nada. Que tudo é partilhado. Isso é verdade?
LARISSA É. Mas não é fácil. Exige confiança, respeito, trabalho de todos. Quando um cuida do outro, a fartura chega para todos.
PEDRO A terra não foi feita para ser cercada. Foi feita para ser vivida. E isso é o que mostramos.
Os visitantes partem não só com produtos, mas com algo mais: uma nova esperança.
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CENA 2 — EXTERIOR. PÁTIO DA ESCOLA — TARDE
As crianças estão reunidas em círculo. O Sr. Mário pede que cada uma fale o que quer ser quando crescer. As respostas vêm cheias de brilho nos olhos.
CRIANÇA 1 Quero cuidar da terra! Igual a vocês!
CRIANÇA 2 Quero ensinar! Para que outras crianças também aprendam!
CRIANÇA 3 Quero ajudar quem precisa! Quero ser como Larissa e Pedro!
Larissa, que observava de pé na porta, aproxima-se com os olhos brilhantes.
LARISSA Não precisam ser iguais a ninguém. Basta serem vocês mesmos, com bondade. O mundo precisa de pessoas verdadeiras. E isso vocês já são.
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CENA 3 — INTERIOR. SALA DA SEDE — TARDE
Uma reunião importante. Drª Camila segura um documento com sorriso tranquilo. Todos se inclinam, atentos.
DRª CAMILA Chegou a confirmação oficial. A Comunidade Além das Cercas é reconhecida como associação de interesse social. Direitos garantidos, apoio assegurado, ninguém pode mais tirar isso de vocês.
Jéssica tapa a boca, emocionada. Seu Carlos respira fundo, os olhos marejados.
SEU CARLOS Não foi de um dia para o outro. Custou lágrimas, paciência, tempo. Mas veio. E veio para ficar.
PEDRO O papel é importante. Mas a verdadeira garantia está aqui — bate no peito — na união que não se quebra.
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CENA 4 — EXTERIOR. HORTA COMUNITÁRIA — ENTARDECER
O sol baixa, dourando as folhas verdes. As mulheres colhem os frutos mais belos. Dona Conceição separa os melhores para enviar a uma comunidade vizinha que sofreu com a seca.
JOVEM Damos o melhor? Não guardamos para nós?
DONA CONCEIÇÃO Quem guarda fecha a mão. Quem partilha abre o caminho. Amanhã pode ser a gente que precisa. E se aprendemos algo, é que ninguém caminha sozinho.
LARISSA A fartura tem rodas. Quem a segura, para. Quem a empurra adiante, cresce.
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CENA 5 — EXTERIOR. PRAÇA — NOITE
As luzes se acendem suaves. O povo se reúne para celebrar mais uma conquista. Não há festa grande, mas há gratidão profunda. Pedro levanta-se e todos se calam.
PEDRO Conquistamos reconhecimento. Temos escola, temos água, temos terra. Mas o maior tesouro não está em nada disso. Está em cada um de vocês. Em cada mão que estende, em cada sorriso que acolhe, em cada coração que não endurece. Isso é o que ninguém pode nos roubar.
Aplausos calmos, sinceros. Larissa toma a palavra ao lado dele.
LARISSA A estrada ainda é longa. Haverá desafios. Mas não temos medo. Porque não caminhamos sozinhos. Somos um. E um não se divide. Não se vence. Não se apaga.
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CENA 6 — EXTERIOR. BEIRA DO RIO — MADRUGADA
Só os dois. A água corre serena, refletindo as estrelas. Pedro abraça Larissa, sentindo o silêncio abençoado ao redor.
PEDRO Às vezes penso: sonhamos demais. E a vida nos deu ainda mais.
LARISSA Porque não sonhamos só para nós. Sonhamos para todos. E o sonho compartilhado cresce, cresce e nunca acaba.
PEDRO Sem cercas. Sem medo. Sem fim.
LARISSA Para sempre.
Beijam-se sob o céu imenso. O rio segue, e a história segue com ele — eterna, livre, de todos.
CENA 01 Local — Entrada do Morro — Noite — Externo
Augusto recua, mas os olhos brilham de fúria contida. O delegado hesita, entre o dever e o peso de tantos olhos sobre si.
DELEGADO — Comendador, se a comunidade não oferece resistência e não há sinal de reféns... eu não posso prosseguir com a ação. Seria irregular.
COMENDADOR AUGUSTO FONTES — Você escolhe o lado deles? Contra mim?
DELEGADO — Eu escolho a lei. E neste momento, não há motivo legal para avançar. Retiramos.
Os soldados se viram e descem a ladeira. Augusto fica parado, sozinho, diante de todos. Carlota dá um passo à frente.
DONA CARLOTA — Volte para casa, Augusto. Mas entenda: ela já não é a mesma sem a verdade. E eu não volto mais.
Augusto a encara, engole seco e vira as costas sem dizer uma palavra. Some na escuridão.
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CENA 02 Local — Praça do Morro — Noite — Externo
Um suspiro coletivo percorre o grupo. Mas ninguém grita de vitória ainda. Dona Rosália levanta a mão e todos se calam.
DONA ROSÁLIA — Não cantem vitória. A batalha de hoje foi pequena. A luta maior vem amanhã. Precisamos de organização. De calma. De união.
VICENTE — Ele vai tentar pela justiça. Mas agora temos provas, testemunhas e a opinião pública ao nosso lado. Isso muda tudo.
MARIA CÂNDIDA — Muda o peso. Não muda a luta. Precisamos estar prontos para cada passo. Nada de improviso. Nada de raiva no lugar da razão.
JORGE — E Fabrício? Ele nos avisou. Será que podemos confiar nele agora?
DONA ROSÁLIA — Confiança se ganha com tempo e com atos. Não com palavras. Mas não se fecha a porta para quem quer voltar para o caminho certo.
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CENA 03 Local — Casa de Dona Rosália — Madrugada — Interno
Apenas os mais próximos ao redor da mesa. Carlota abre uma bolsa e tira papéis dobrados.
DONA CARLOTA — Eu trouxe os registros originais de propriedade. Ele achou que tinha queimado tudo. Mas eu escondi cópias por anos. Sem saber um dia serviriam para isso.
VICENTE — Isso fortalece nosso caso imensamente. Não é só a palavra de um contra a de outro. Agora temos documentos cruzados.
BEATRIZ — Também anotei nomes, datas, valores que ele pagou para funcionários públicos alterarem registros. Não é muito, mas é o começo de uma investigação.
MARIA CÂNDIDA — Vocês arriscaram tudo por nós.
DONA CARLOTA — Arriscamos por nós mesmas também. Não havia vida de verdade do lado dele. Agradeço por nos receberem.
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CENA 04 Local — Taverna da Cidade — Manhã — Externo
Fabrício entra devagar. O dono e os frequentadores o olham com desconfiança. Ele pede uma água e senta num canto. Um homem de idade aproxima-se.
HOMEM DA TAVERNA — Você era braço direito dele. Por que anda só?
FABRÍCIO — Porque descobri que servir a quem pisa nos outros não é poder. É solidão.
HOMEM DA TAVERNA — Palavras bonitas. Mas bonito mesmo é fazer. Se sabe algo que possa provar a corrupção dele... agora é a hora. Antes que ele consiga destruir mais uma vida.
Fabrício hesita, olha para as mãos vazias e respira fundo.
FABRÍCIO — Eu tenho um diário. Anos de anotações. Encontros, pagamentos, ordens que ele mandou e ninguém mais sabia. Está escondido. Se eu entregar... ele não me perdoa.
HOMEM DA TAVERNA — E se não entregar? A consciência te perdoa?
Fabrício abaixa a cabeça. A decisão pesa mais que qualquer soco que já levou.
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CENA 05 Local — Câmara Municipal — Tarde — Interno
Uma sessão especial, aberta ao público. Lotada. Augusto está presente, de terno impecável, mas com olheiras profundas. O presidente lê os documentos em voz alta.
PRESIDENTE DA CÂMARA — Com base nos documentos apresentados, a Câmara reconhece a necessidade de investigação oficial sobre a titularidade das terras da Providência. Fica suspenso qualquer processo de despejo até decisão final.
Um murmúrio de aprovação cresce. Augusto levanta-se, tremendo de raiva contida.
COMENDADOR AUGUSTO FONTES — Isto é parcialidade! É uma farsa organizada contra mim!
VICENTE — Apresente seus documentos, senhor. Se estiver certo, a justiça confirmará. Se não estiver... aceite com dignidade.
Augusto bate o punho na mesa e sai da sessão. Ninguém o segue. Pela primeira vez, ele é quem está de fora.
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CENA 06 Local — Rua em frente à Câmara — Entardecer — Externo
Fabrício aparece. As pessoas abrem caminho, surpresas. Ele carrega um caderno grosso, encadernado em couro gasto. Caminha direto até Maria Cândida e Vicente. Respira fundo, estende o caderno com ambas as mãos.
FABRÍCIO — Aqui está. Tudo. Datas, nomes, valores, instruções. Cada coisa que ele mandou eu fazer. Cada erro que cometi. Peço perdão. Não espero que me perdoem agora. Mas precisava fazer o certo. Mesmo que custe tudo.
Maria Cândida recebe o caderno com cuidado, como se fosse algo frágil e pesado ao mesmo tempo.
MARIA CÂNDIDA — Perdão não é dado por nós. É construído por você, um dia de cada vez. Bem-vindo ao lado difícil, mas verdadeiro.
Fabrício abaixa os olhos, aliviado de um peso que carregou por anos.
__
CENA 07 Local — Morro da Providência — Noite — Externo
Todos ao redor de uma fogueira pequena. O caderno de Fabrício está sobre uma tábua, junto com os outros documentos. Carlota segura a mão de Dona Rosália. Beatriz sorri, leve pela primeira vez.
DONA ROSÁLIA — A verdade não vence de uma vez. Ela vence quando não se deixa apagar. Hoje plantamos. Amanhã cuidamos. E um dia colhemos. Sem pressa. Sem medo. Sem recuar.
MARIA CÂNDIDA — Nossa terra não é só chão. É a história que escrevemos juntos. E ninguém mais pode apagar isso.
O fogo brilha nos olhos de todos. O futuro ainda é incerto, mas o caminho está claro. Estão juntos. E isso é mais forte que qualquer poder.
Devido A Um Problema Nas Postagens Dos Capítulos Das Novelas Da Rede Novels + Na Minha Conta Secundária @MDN_Arquivos , Todas As Novelas Serão Exibidas SOMENTE HOJE Aqui No Canal Principal Até Eu Puder Resolver Esse Problema.
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🚨#AlémDoTempo Se Despediu Do Público Na Última Sexta-feira (16/10) E Finalizou Seu Ciclo Na Faixa Da "Edição Especial".
A Trama Se Despede Da Tardes Com Índices Nada Animadores , Durante Seus 139 capítulos Acumulados Durante Sua Exibição A Trama Finalizou Com Uma Média Geral De 10,3 pontos , Um Resultado Muito Aquém Do Que Era Esperado.
A Novela Sofreu Uma Grande Crise De Audiência Durante Sua Exibição , Não Conquistando Um Público Fiel E Raramente Conseguindo Bater A Meta Da Faixa Que É 12 Pontos , E Mesmo Com Grandes Viradas E Acontecimentos , Mesmo Assim Não Empolgavam O Público Horário Da Faixa Como O Último Capítulo Da Trama Que Normalmente É O Momento Mais Importante De Uma Trama Que Registrou 10,5 Pontos , Um Resultado Pífio.
Infelizmente A Novela Se Tornou O Maior Fracasso Da Faixa Até Então Dês De Sua Criação , Superando "Cheias De Charme" Que Fechou Com 10,8 Que Era Considerada Até Certo Ponto O Grande Fracasso Da Faixa.
Mas Valeu A Ousadia Da Globo De Finalmente Reprisar Pela Primeira Vez Em Suas Tardes Uma Trama Escrita Por Elizabeth Jill , Que Até Então Nunca Tinha Uma Novela Sua Reprisada.
20 hours ago (edited) | [YT] | 14
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📊 Sábado | (17/10/2026) :
#RoqueSanteiro (Edição Especial) - 9,2
#ANobrezaDoAmor - 16,0
#PorVocê - 17,0
#QuemAmaCuida - 20,2
🗞Portal Eplay (Twitter/X)
21 hours ago | [YT] | 8
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📊 Sexta Feira | (16/10/2026) :
#RoqueSanteiro (Edição Especial) - 10,1
#AlémDoTempo (Edição Especial) • Último Capítulo - 10,5
#AvenidaBrasil (VPVDN) 13,8
#ANobrezaDoAmor - 17,4
#PorVocê - 18,0
#QuemAmaCuida - 22,9
🗞Portal Eplay (Twitter/X)
21 hours ago | [YT] | 5
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📊 Quinta-Feira | 15/10/2026:
#JornalHoje - 10,1
#RoqueSanteiro (Edição Especial)- 10,2
#AlémDoTempo (Edição Especial) • Penúltimo Capítulo - 10,7
#SessãoDaTarde - 9,5
#BoletimSPTV - 10,9
#AvenidaBrasil (VPVDN) - 14,7
#ANobrezaDoAmor - 18,2
#SP2 - 19,4
#PorVocê - 19,0
#HorárioPolítico - 18,1
#JornalNacional - 21,2
#SabatinaLula (PT) - 24,8
#QuemAmaCuida - 23,6
#ChefDeAltoNível - 11,1
🗞PicoliMontenegro (Twitter/X)
21 hours ago (edited) | [YT] | 7
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Cinco Graças
Episódio 04 - Especial
Autor: Luiz Miguel A. Gomes
Abertura: https://youtu.be/2bbd3xwhx2Y?si=RU11Z...
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CENA 1 — PENITENCIÁRIA — MANHÃ
Ferette olha pela janela da cela, o sol entra e ele aperta os punhos com força
FERETTE:
Hoje é o dia. Sinto isso nos ossos. Arminda não falha comigo.
Ele caminha até a porta, ouve passos no corredor e recua rápido
FERETTE:
Paciência. Um passo de cada vez. A liberdade está chegando.
Encosta a testa na parede, respira fundo e fecha os olhos, confiante
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CENA 2 — FUNDAÇÃO — MANHÃ
Arminda entra disfarçada com um boné, abaixa a cabeça e passa despercebida pelos funcionários
ARMINDA:
Tão fácil quanto eu imaginei. Gerluce não faz ideia que já estou dentro.
Ela para diante da placa com o nome da Fundação, sorrindo com ambição
ARMINDA:
Em breve, esse nome terá outro dono. Eu não vou esperar mais.
Sai devagar, sem ser notada, desaparecendo entre as pessoas na rua
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CENA 3 — CASA DAS GRAÇAS — MANHÃ
Gerluce senta no jardim com Ana Maria, a menina segura uma flor e entrega para ela
ANA MARIA:
Essa é pra você, tia. Para o neném ficar forte.
Gerluce sorri com os olhos marejados de emoção
GERLUCE:
Obrigada, minha querida. Você é um presente para todos nós.
Ela abraça a menina com carinho, protegendo a barriga com ternura
__
CENA 4 — PENITENCIÁRIA — TARDE
Peixoto passa pela cela, para e olha Ferette que está calmo demais
PEIXOTO:
Tá estranho hoje. Que trama está armando aí?
FERETTE:
Não tramo nada. Só estou esperando a vida me sorrir de novo.
Peixoto dá de ombros e segue, mas olha para trás uma última vez, desconfiado
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CENA 5 — APARTAMENTO DA ARMINDA — NOITE
Arminda joga os documentos na mesa com raiva, vira-se bruscamente para Samira
ARMINDA:
Se você não acredita no plano, saia agora! Não preciso de quem duvida de mim!
Samira bate o pé no chão, encara Arminda de frente
SAMIRA:
Não é dúvida, é juízo! Você está cega de ambição e vai nos destruir!
Arminda avança e dá um tapa forte no rosto de Samira
ARMINDA:
Quem você pensa que é pra me julgar?!
Samira puxa o cabelo de Arminda com força, Arminda grita e puxa o cabelo de Samira de volta
SAMIRA:
Solta! Você é louca! Vai nos matar com essa sua obsessão!
Elas se empurram, trocam tapas nos braços e nos ombros, a mala cai no chão e os documentos espalham-se pelo quarto
ARMINDA:
Eu sou quem manda! Cale a boca e me obedeça!
Arminda empurra Samira com força contra a parede, respira ofegante, os olhos cheios de raiva
ARMINDA:
Agora junta tudo. E não me questione nunca mais. Entendeu?
Samira esfrega o rosto, olha com ódio mas abaixa a cabeça e começa a recolher os papéis do chão
SAMIRA:
Entendido. Mas não diga que não avisei. Da próxima vez, não será só palavras.
__
CENA 6 — CASA DAS GRAÇAS — NOITE
Paulinho verifica as janelas e tranca cada porta, preocupado
PAULINHO:
Sinto que estamos sendo observados. Não é impressão minha.
Gerluce aparece no corredor, com um cobertor nos ombros
GERLUCE:
Deixe que venham. A verdade sempre vence no final.
Ele caminha até ela e beija sua testa, abraçando-a forte
PAULINHO:
Mas eu não vou arriscar você nem o nosso filho. Ninguém entra aqui.
__
CENA 7 — ESTRADA — MADRUGADA
Arminda dirige devagar, passa perto do portão da Casa das Graças e reduz a velocidade
ARMINDA:
Durmam tranquilos. É só uma questão de tempo até eu tomar o que é meu.
Ela acelera aos poucos, desaparecendo na escuridão da estrada
__
CENA 8 — CASA DAS GRAÇAS — MADRUGADA
Gerluce acorda de repente, olha para a janela e sente um arrepio
GERLUCE:
Ela esteve aqui. Sinto a presença dela bem perto.
Paulinho acorda ao lado, senta rápido e segura sua mão
PAULINHO:
Não entre em pânico. Estou aqui com você. Nada vai nos acontecer.
Ela respira fundo e deita novamente, mas mantém os olhos abertos, alerta
GERLUCE:
Eu sei. Mas a guerra já começou. E nós estamos prontos.
Encerramento: https://youtu.be/p4MPNGRMyxA?si=Ja3t1...
FIM DO EPISÓDIO 04.
3 days ago | [YT] | 11
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Além Das Cercas
Capítulo 34
Autor: Luiz Miguel A. Gomes
CENA 1 — EXTERIOR. FEIRA REGIONAL — MANHÃ
O sol brilha sobre dezenas de barracas coloridas. A banca da comunidade se destaca: limpa, organizada, cheia de frutas, legumes e doces artesanais. Pessoas param curiosas, ouvindo a história do lugar. Larissa atende com calma, sorrindo para cada um.
VISITANTE
Ouvi dizer que lá não há dono de nada. Que tudo é partilhado. Isso é verdade?
LARISSA
É. Mas não é fácil. Exige confiança, respeito, trabalho de todos. Quando um cuida do outro, a fartura chega para todos.
PEDRO
A terra não foi feita para ser cercada. Foi feita para ser vivida. E isso é o que mostramos.
Os visitantes partem não só com produtos, mas com algo mais: uma nova esperança.
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CENA 2 — EXTERIOR. PÁTIO DA ESCOLA — TARDE
As crianças estão reunidas em círculo. O Sr. Mário pede que cada uma fale o que quer ser quando crescer. As respostas vêm cheias de brilho nos olhos.
CRIANÇA 1
Quero cuidar da terra! Igual a vocês!
CRIANÇA 2
Quero ensinar! Para que outras crianças também aprendam!
CRIANÇA 3
Quero ajudar quem precisa! Quero ser como Larissa e Pedro!
Larissa, que observava de pé na porta, aproxima-se com os olhos brilhantes.
LARISSA
Não precisam ser iguais a ninguém. Basta serem vocês mesmos, com bondade. O mundo precisa de pessoas verdadeiras. E isso vocês já são.
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CENA 3 — INTERIOR. SALA DA SEDE — TARDE
Uma reunião importante. Drª Camila segura um documento com sorriso tranquilo. Todos se inclinam, atentos.
DRª CAMILA
Chegou a confirmação oficial. A Comunidade Além das Cercas é reconhecida como associação de interesse social. Direitos garantidos, apoio assegurado, ninguém pode mais tirar isso de vocês.
Jéssica tapa a boca, emocionada. Seu Carlos respira fundo, os olhos marejados.
SEU CARLOS
Não foi de um dia para o outro. Custou lágrimas, paciência, tempo. Mas veio. E veio para ficar.
PEDRO
O papel é importante. Mas a verdadeira garantia está aqui — bate no peito — na união que não se quebra.
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CENA 4 — EXTERIOR. HORTA COMUNITÁRIA — ENTARDECER
O sol baixa, dourando as folhas verdes. As mulheres colhem os frutos mais belos. Dona Conceição separa os melhores para enviar a uma comunidade vizinha que sofreu com a seca.
JOVEM
Damos o melhor? Não guardamos para nós?
DONA CONCEIÇÃO
Quem guarda fecha a mão. Quem partilha abre o caminho. Amanhã pode ser a gente que precisa. E se aprendemos algo, é que ninguém caminha sozinho.
LARISSA
A fartura tem rodas. Quem a segura, para. Quem a empurra adiante, cresce.
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CENA 5 — EXTERIOR. PRAÇA — NOITE
As luzes se acendem suaves. O povo se reúne para celebrar mais uma conquista. Não há festa grande, mas há gratidão profunda. Pedro levanta-se e todos se calam.
PEDRO
Conquistamos reconhecimento. Temos escola, temos água, temos terra. Mas o maior tesouro não está em nada disso. Está em cada um de vocês. Em cada mão que estende, em cada sorriso que acolhe, em cada coração que não endurece. Isso é o que ninguém pode nos roubar.
Aplausos calmos, sinceros. Larissa toma a palavra ao lado dele.
LARISSA
A estrada ainda é longa. Haverá desafios. Mas não temos medo. Porque não caminhamos sozinhos. Somos um. E um não se divide. Não se vence. Não se apaga.
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CENA 6 — EXTERIOR. BEIRA DO RIO — MADRUGADA
Só os dois. A água corre serena, refletindo as estrelas. Pedro abraça Larissa, sentindo o silêncio abençoado ao redor.
PEDRO
Às vezes penso: sonhamos demais. E a vida nos deu ainda mais.
LARISSA
Porque não sonhamos só para nós. Sonhamos para todos. E o sonho compartilhado cresce, cresce e nunca acaba.
PEDRO
Sem cercas. Sem medo. Sem fim.
LARISSA
Para sempre.
Beijam-se sob o céu imenso. O rio segue, e a história segue com ele — eterna, livre, de todos.
Fim do Capítulo 34.
3 days ago | [YT] | 18
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Cinzas Do Passado
Capítulo 10 — Especial
Autor: Caio Davi Monteiro
Abertura: https://youtu.be/HPIy1H0AH4w?si=I2cUr...
CENA 01
Local — Entrada do Morro — Noite — Externo
Augusto recua, mas os olhos brilham de fúria contida. O delegado hesita, entre o dever e o peso de tantos olhos sobre si.
DELEGADO
— Comendador, se a comunidade não oferece resistência e não há sinal de reféns... eu não posso prosseguir com a ação. Seria irregular.
COMENDADOR AUGUSTO FONTES
— Você escolhe o lado deles? Contra mim?
DELEGADO
— Eu escolho a lei. E neste momento, não há motivo legal para avançar. Retiramos.
Os soldados se viram e descem a ladeira. Augusto fica parado, sozinho, diante de todos. Carlota dá um passo à frente.
DONA CARLOTA
— Volte para casa, Augusto. Mas entenda: ela já não é a mesma sem a verdade. E eu não volto mais.
Augusto a encara, engole seco e vira as costas sem dizer uma palavra. Some na escuridão.
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CENA 02
Local — Praça do Morro — Noite — Externo
Um suspiro coletivo percorre o grupo. Mas ninguém grita de vitória ainda. Dona Rosália levanta a mão e todos se calam.
DONA ROSÁLIA
— Não cantem vitória. A batalha de hoje foi pequena. A luta maior vem amanhã. Precisamos de organização. De calma. De união.
VICENTE
— Ele vai tentar pela justiça. Mas agora temos provas, testemunhas e a opinião pública ao nosso lado. Isso muda tudo.
MARIA CÂNDIDA
— Muda o peso. Não muda a luta. Precisamos estar prontos para cada passo. Nada de improviso. Nada de raiva no lugar da razão.
JORGE
— E Fabrício? Ele nos avisou. Será que podemos confiar nele agora?
DONA ROSÁLIA
— Confiança se ganha com tempo e com atos. Não com palavras. Mas não se fecha a porta para quem quer voltar para o caminho certo.
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CENA 03
Local — Casa de Dona Rosália — Madrugada — Interno
Apenas os mais próximos ao redor da mesa. Carlota abre uma bolsa e tira papéis dobrados.
DONA CARLOTA
— Eu trouxe os registros originais de propriedade. Ele achou que tinha queimado tudo. Mas eu escondi cópias por anos. Sem saber um dia serviriam para isso.
VICENTE
— Isso fortalece nosso caso imensamente. Não é só a palavra de um contra a de outro. Agora temos documentos cruzados.
BEATRIZ
— Também anotei nomes, datas, valores que ele pagou para funcionários públicos alterarem registros. Não é muito, mas é o começo de uma investigação.
MARIA CÂNDIDA
— Vocês arriscaram tudo por nós.
DONA CARLOTA
— Arriscamos por nós mesmas também. Não havia vida de verdade do lado dele. Agradeço por nos receberem.
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CENA 04
Local — Taverna da Cidade — Manhã — Externo
Fabrício entra devagar. O dono e os frequentadores o olham com desconfiança. Ele pede uma água e senta num canto. Um homem de idade aproxima-se.
HOMEM DA TAVERNA
— Você era braço direito dele. Por que anda só?
FABRÍCIO
— Porque descobri que servir a quem pisa nos outros não é poder. É solidão.
HOMEM DA TAVERNA
— Palavras bonitas. Mas bonito mesmo é fazer. Se sabe algo que possa provar a corrupção dele... agora é a hora. Antes que ele consiga destruir mais uma vida.
Fabrício hesita, olha para as mãos vazias e respira fundo.
FABRÍCIO
— Eu tenho um diário. Anos de anotações. Encontros, pagamentos, ordens que ele mandou e ninguém mais sabia. Está escondido. Se eu entregar... ele não me perdoa.
HOMEM DA TAVERNA
— E se não entregar? A consciência te perdoa?
Fabrício abaixa a cabeça. A decisão pesa mais que qualquer soco que já levou.
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CENA 05
Local — Câmara Municipal — Tarde — Interno
Uma sessão especial, aberta ao público. Lotada. Augusto está presente, de terno impecável, mas com olheiras profundas. O presidente lê os documentos em voz alta.
PRESIDENTE DA CÂMARA
— Com base nos documentos apresentados, a Câmara reconhece a necessidade de investigação oficial sobre a titularidade das terras da Providência. Fica suspenso qualquer processo de despejo até decisão final.
Um murmúrio de aprovação cresce. Augusto levanta-se, tremendo de raiva contida.
COMENDADOR AUGUSTO FONTES
— Isto é parcialidade! É uma farsa organizada contra mim!
VICENTE
— Apresente seus documentos, senhor. Se estiver certo, a justiça confirmará. Se não estiver... aceite com dignidade.
Augusto bate o punho na mesa e sai da sessão. Ninguém o segue. Pela primeira vez, ele é quem está de fora.
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CENA 06
Local — Rua em frente à Câmara — Entardecer — Externo
Fabrício aparece. As pessoas abrem caminho, surpresas. Ele carrega um caderno grosso, encadernado em couro gasto. Caminha direto até Maria Cândida e Vicente. Respira fundo, estende o caderno com ambas as mãos.
FABRÍCIO
— Aqui está. Tudo. Datas, nomes, valores, instruções. Cada coisa que ele mandou eu fazer. Cada erro que cometi. Peço perdão. Não espero que me perdoem agora. Mas precisava fazer o certo. Mesmo que custe tudo.
Maria Cândida recebe o caderno com cuidado, como se fosse algo frágil e pesado ao mesmo tempo.
MARIA CÂNDIDA
— Perdão não é dado por nós. É construído por você, um dia de cada vez. Bem-vindo ao lado difícil, mas verdadeiro.
Fabrício abaixa os olhos, aliviado de um peso que carregou por anos.
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CENA 07
Local — Morro da Providência — Noite — Externo
Todos ao redor de uma fogueira pequena. O caderno de Fabrício está sobre uma tábua, junto com os outros documentos. Carlota segura a mão de Dona Rosália. Beatriz sorri, leve pela primeira vez.
DONA ROSÁLIA
— A verdade não vence de uma vez. Ela vence quando não se deixa apagar. Hoje plantamos. Amanhã cuidamos. E um dia colhemos. Sem pressa. Sem medo. Sem recuar.
MARIA CÂNDIDA
— Nossa terra não é só chão. É a história que escrevemos juntos. E ninguém mais pode apagar isso.
O fogo brilha nos olhos de todos. O futuro ainda é incerto, mas o caminho está claro. Estão juntos. E isso é mais forte que qualquer poder.
Encerramento:
https://youtu.be/4OG6CFLwqA4?si=vcxaK...
FIM DO CAPÍTULO 10.
3 days ago | [YT] | 14
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🚨ATENÇÃO!!
Devido A Um Problema Nas Postagens Dos Capítulos Das Novelas Da Rede Novels + Na Minha Conta Secundária @MDN_Arquivos , Todas As Novelas Serão Exibidas SOMENTE HOJE Aqui No Canal Principal Até Eu Puder Resolver Esse Problema.
Os Horários De Ambas Serão:
20h00: #CinzasDoPassado - Capítulo 10 (Especial)
20h30: #AlémDasCercas - Capítulo 34
21h30: #CincoGraças - Episódio Inédito (Ep.04)
Rede Novels +: Trazendo Alegria Pra Você!
3 days ago (edited) | [YT] | 9
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